• Qual é a sua história? Você pode ser um herói. Seja seu próprio herói.

    NO SOFÁ COM OS HERÓIS: Daniel



            Assim que completou quinze anos, Daniel decidiu que iria começar a viver. Não aquele viver que vinha vivendo há quinze anos e dois minutos, mas um viver diferente, um viver de verdade. O desejo de viver o vinha perseguindo desde do dia anterior, quando tinha se deparado com aquela música do David Bowie que falava que todos podem ser heróis. Ele achou isso tão bonito... O poder que o ser humano tem de pelo menos uma vez na vida, ser o seu próprio herói. Encorajado pela letra da música e pela sua mente romântica que passara a acreditar no destino no dia em que assistira o Fabuloso destino de Amelie Poulain, deixou a rebeldia tomar o seu ser: despregou todos os pôsteres da parede de seu quarto.

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    A AUTORA

    Ela tinha quinze anos. Era toda sentimento. Era paixão de carne e osso. Era paixão de corpo e alma. Às vezes era mítica, como os contos movidos pela imaginação. No entanto, nunca era filosófica, pois não sabia mover-se segundo a razão. Era refém constante dos próprios sentimentos incontroláveis. Quando uma paixão surgia, tudo mais desaparecia. Não existia mais sonhos, objetivos, consequências, pessoas, valores ou consciência. Existia somente a paixão. Fernanda era assim, à flor da pele. Quando estava nervosa, o mundo acabava. Quando estava ansiosa, o céu desabava. Quando estava triste, a Terra parava de girar. O seu universo era desajeitado como que por uma maldição. Ela não era capaz de organizá-lo. Ela era toda sentimento. Mais romântica que o último dos românticos de Lulu Santos, mais dramática que Bentinho ao suspeitar de Capitu. A emoção, em demasia, era sua Senhora.

    SER HERÓI

    Ela tinha quinze anos. Era toda sentimento. Era paixão de carne e osso. Era paixão de corpo e alma. Às vezes era mítica, como os contos movidos pela imaginação. No entanto, nunca era filosófica, pois não sabia mover-se segundo a razão. Era refém constante dos próprios sentimentos incontroláveis. Quando uma paixão surgia, tudo mais desaparecia. Não existia mais sonhos, objetivos, consequências, pessoas, valores ou consciência. Existia somente a paixão. Fernanda era assim, à flor da pele. Quando estava nervosa, o mundo acabava. Quando estava ansiosa, o céu desabava. Quando estava triste, a Terra parava de girar. O seu universo era desajeitado como que por uma maldição. Ela não era capaz de organizá-lo. Ela era toda sentimento. Mais romântica que o último dos românticos de Lulu Santos, mais dramática que Bentinho ao suspeitar de Capitu. A emoção, em demasia, era sua Senhora.