Assim que completou quinze anos, Daniel decidiu que iria começar a viver. Não aquele viver que vinha vivendo há quinze anos e dois minutos, mas um viver diferente, um viver de verdade. O desejo de viver o vinha perseguindo desde do dia anterior, quando tinha se deparado com aquela música do David Bowie que falava que todos podem ser heróis. Ele achou isso tão bonito... O poder que o ser humano tem de pelo menos uma vez na vida, ser o seu próprio herói. Encorajado pela letra da música e pela sua mente romântica que passara a acreditar no destino no dia em que assistira o Fabuloso destino de Amelie Poulain, deixou a rebeldia tomar o seu ser: despregou todos os pôsteres da parede de seu quarto.
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