Ela tinha quinze anos. Era toda sentimento. Era paixão de carne e osso. Era paixão de corpo e alma. Às vezes era mítica, como os contos movidos pela imaginação. No entanto, nunca era filosófica, pois não sabia mover-se segundo a razão. Era refém constante dos próprios sentimentos incontroláveis. Quando uma paixão surgia, tudo mais desaparecia. Não existia mais sonhos, objetivos, consequências, pessoas, valores ou consciência. Existia somente a paixão. Fernanda era assim, à flor da pele. Quando estava nervosa, o mundo acabava. Quando estava ansiosa, o céu desabava. Quando estava triste, a Terra parava de girar. O seu universo era desajeitado como que por uma maldição. Ela não era capaz de organizá-lo. Ela era toda sentimento. Mais romântica que o último dos românticos de Lulu Santos, mais dramática que Bentinho ao suspeitar de Capitu. A emoção, em demasia, era sua Senhora.
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A AUTORA
Ela tinha quinze anos. Era toda sentimento. Era paixão de carne e osso. Era paixão de corpo e alma. Às vezes era mítica, como os contos movidos pela imaginação. No entanto, nunca era filosófica, pois não sabia mover-se segundo a razão. Era refém constante dos próprios sentimentos incontroláveis. Quando uma paixão surgia, tudo mais desaparecia. Não existia mais sonhos, objetivos, consequências, pessoas, valores ou consciência. Existia somente a paixão. Fernanda era assim, à flor da pele. Quando estava nervosa, o mundo acabava. Quando estava ansiosa, o céu desabava. Quando estava triste, a Terra parava de girar. O seu universo era desajeitado como que por uma maldição. Ela não era capaz de organizá-lo. Ela era toda sentimento. Mais romântica que o último dos românticos de Lulu Santos, mais dramática que Bentinho ao suspeitar de Capitu. A emoção, em demasia, era sua Senhora.
SER HERÓI
Ela tinha quinze anos. Era toda sentimento. Era paixão de carne e osso. Era paixão de corpo e alma. Às vezes era mítica, como os contos movidos pela imaginação. No entanto, nunca era filosófica, pois não sabia mover-se segundo a razão. Era refém constante dos próprios sentimentos incontroláveis. Quando uma paixão surgia, tudo mais desaparecia. Não existia mais sonhos, objetivos, consequências, pessoas, valores ou consciência. Existia somente a paixão. Fernanda era assim, à flor da pele. Quando estava nervosa, o mundo acabava. Quando estava ansiosa, o céu desabava. Quando estava triste, a Terra parava de girar. O seu universo era desajeitado como que por uma maldição. Ela não era capaz de organizá-lo. Ela era toda sentimento. Mais romântica que o último dos românticos de Lulu Santos, mais dramática que Bentinho ao suspeitar de Capitu. A emoção, em demasia, era sua Senhora.
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